terça-feira, 1 de novembro de 2011


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ADRYANA RIBEIRO(Adriana e a Rapaziada)

Terça, 3 Agosto 2010 às 00:02
Adryana Ribeiro tem muitas histórias para contar, embora ainda seja bastante jovem. Em seus 16 anos de carreira, fez parte de bandas de baile, cantou na noite, gravou jingles e também estudou canto lírico durante cinco anos. Em 1995, iniciou a carreira solo, lançando dois discos dedicados ao samba - Adryana Ribeiro (95) e Em Busca Do Sol (97), que lhe renderam muitos elogios da crítica e dos colegas.

Entre 2000 e 2003, integrou-se ao projeto Adryana e a Rapaziada, grupo no qual misturou elementos de samba, rap, r&b, música romântica e pop. Após três discos nesse período, a cantora sentiu que havia chegado a hora não só de retomar a trajetória individual, como também de se dedicar de corpo e alma à sua paixão musical - o samba.

Nascia o embrião de Brilhante Raro, CD que marca a estréia dessa nova fase de Adryana Ribeiro, agora na Deckdisc. Recomeço com direito a muita personalidade, repertório escolhido a dedo e aquela voz que possui fãs ilustres.

Se isso tudo não bastasse, ainda possui beleza digna de atriz global. Tudo parece conspirar a seu favor. Para Adryana Ribeiro, Brilhante Raro equivale ao início de uma nova fase em sua carreira, um renascimento, uma verdadeira ponte rumo a novos e positivos horizontes. “O disco tem a presença forte do romantismo que o público gosta de ouvir na minha voz”, explica. “Tive a maior sorte de poder cantar samba, que é um ritmo aberto, com várias linguagens diferentes”, conta.

Saudade Vem (Carlos Colla / Nenéo), primeira faixa a chegar às programações de rádio, serve como boa amostra desse romantismo sacudido, sem cair na mesmice. O lado mais dançante fica por conta de duas composições de Xande de Pilares, do Grupo Revelação, ambas escritas em parceria com Helinho do Salgueiro: Como Era Antes e Felicidade Em Meu Viver. “O Xande tem um pé no tradicional e um pé no samba atual, algo que procuro em meu trabalho”, explica a intérprete. Serginho Meriti, um dos compositores favoritos de Adryana, assina duas canções do CD, Amar Você (parceria com Claudemir e Ricardo Moraes) e Na Veia (parceria com Claudinho Guimarães). “Devo essas músicas ao Leandro Sapucahy, co-produtor do CD ao lado de João Augusto, que as trouxe para mim. Foram dois lindos presentes”. Conhecido por seus sambas românticos com pitadas de soul, Altay Veloso comparece com Água Nos Olhos, sua estréia no repertório da cantora paulistana. Sucesso na voz de Paulo Ricardo, Dois, parceria do ex-RPM com Michael Sullivan, ressurge em releitura estilo samba romântico. Compositor, cantor, músico e ex-líder do grupo Art Popular, Leandro Lehart é o autor de Quem Ama Não Sabe Mentir. Por Que Voltou Aqui? (Zé Henrique/Deda) mostra Adryana em momento intimista, acompanhada apenas por violão. Já Brilhante Raro (Carica/Prateado), faixa que dá nome ao disco, é uma releitura gravada anteriormente pelo grupo Sensação. Tem também A Gente Dá Bandeira Demais, assinada por Chico Roque (conhecido pelos sucessos que fez para Alcione e Só pra Contrariar, entre outros) e Cacá Moraes e um samba do forrozeiro paulista Miltinho Edilberto, Jóia Rara. Gravada originalmente pelo Exaltasamba, A Carta (Délcio Luiz/Aloysio Reis) mereceu releitura diferenciada. A principal característica do disco fica por conta da voz de Adryana Ribeiro: doce, de timbre extremamente cativante, personalizado e que se encaixa feito luva em cada canção, preenchendo todos os espaços sem cair em exageros ou virtuosismos gratuitos. “Aprendi na minha carreira a dosar a voz, a fazer o simples, a não inventar demais”, comenta ela, que tem um objetivo muito claro para esse novo momento de sua vida artística: “Quero atingir um público mais maduro, formador de opinião, consolidar minha carreira”. A se levar em conta o conteúdo de Brilhante Raro, tem tudo para concretizar tal aspiração.


Daniel

Terça, 3 Agosto 2010 às 00:14 por Mariana Santana


De família humilde, o cantor Daniel revela que sua infância foi muito feliz. Com o pai caminhoneiro, ele participava, nos fins de semana, de concursos musicais e afirma que sempre teve uma ligação marcante com a música.
Com o talento de cantar e tocar, ele partiu para a música e jamais deixou de acreditar que poderia chegar onde está por meio dessa arte.
Além disso, Daniel, como pessoa pública, sempre procurou conscientizar a população brasileira de que é necessário se preocupar com as causas sociais. Há cinco anos o cantor formou um time de futebol que realiza jogos beneficentes pelo país. Em São Vicente, a partida foi realizada
para arrecadar fundo para o término da construção do CROI.

O cantor Daniel esteve em São Vicente para participar da partida de futebol beneficente que arrecadou fundos para as obras de conclusão do Centro de Referência em Oncologia Infantil (CROI), que está sendo erguido na Vila Margarida. Com o violão autografado doado para o Fundo Social de Solidariedade, durante o show que fez na virada do ano, ele demonstrou mais uma vez a preocupação com o trabalho social realizado em todo o país e em São Vicente. Já é a segunda vez que Daniel colabora com projetos sociais na cidade. A última vez foi no reveillon de 2001, na qual o cantor doou a jaqueta para a construção do Centro São Camillo, para crianças com paralisia infantil.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Vicentino, Daniel conta um pouco sobre sua infância na cidade de Brotas (interior de São Paulo), sobre o começo de sua carreira, a parceria com João Paulo, o envolvimento com os projetos sociais de São Vicente entre outros acontecimentos em sua vida.
Jornal Vicentino - Como foi a sua infância em Brotas?
Daniel - Com certeza a minha infância foi muito feliz. Tinha sim aquela coisa de subir em árvore, jogar bola com os amigos, mas, eu era muito responsável com os meus deveres de casa. Ajudava minha mãe com os afazeres e só depois é que saía para brincar. Me recordo de uma infância feliz, simples, mas feliz. Meu pai era caminhoneiro, viajava bastante e nos finais de semana nós participávamos de concursos musicais. Sempre tivemos uma ligação muito forte com a música. Já minha mãe sempre ficou em casa, cuidando da família e, principalmente do meu irmão mais velho, o Gilmar, que tem paralisia cerebral. É uma pessoa maravilhosa, iluminada, mas que depende da presença constante da minha mãe.
JV - Seu pai o influenciou e influencia bastante na música sertaneja. Quando você se deu conta que poderia ser um cantor profissional?
Daniel - Bem, acho que comecei a cantar na barriga da minha mãe (risos). Comecei mesmo quando criança. Com uns seis anos eu cantava para alegrar meu irmão, o Gilmar, que tem uma certa deficiência e ficava feliz ao me ouvir cantar.
Aí eu ganhei uma violinha do meu pai e comecei a dedilhar os primeiros acordes.
A música estava no sangue e comecei a participar de alguns festivais na região de Brotas, até conhecer o João Paulo. Começou aí uma grande parceria. Nós éramos mais do que parceiros, éramos amigos e irmãos.
No começo, cantávamos nos festivais mesmo. Eram concursos, principalmente os promovidos pelas emissoras de Rádio. Depois, começamos a fazer shows em circos, festividades municipais, até começarem a pintar os shows propriamente ditos.
JV - Como foi o começo no rádio em Brotas?
Daniel - Eu fazia meia hora de programa na Rádio Brotense. O programa era antes da “Voz do Brasil”. Meu professor no rádio foi o senhor Oswaldo Desiderá, o “Cumpadre Tico”. Ele era o principal locutor da rádio e me ajudava a conduzir o programa. Foi um grande mestre.
JV - E como nasceu a parceria com João Paulo?
Daniel - Na verdade o João Paulo era meu rival nos festivais e concursos de música. Ele alternava a parceria com seu irmão, Chico, na qual formavam a dupla José Nery e Nerinho e, com o Mineiro, de Brotas, formando a dupla, Mineiro e Nerinho. Eu cantava sozinho. Aliás, por um curto período fiz dupla com o Adão, pai da Valéria que faz back vocal na minha banda. Todos nos elogiavam até que resolvemos juntar e formar a dupla José Nery e Daniel. Aí vimos que o nome não estava legal, então surgiu João Paulo & Daniel.
JV – Sua carreira começou em dupla e hoje é solo. Tem muita diferença?
Daniel - Com certeza tem muita diferença. A responsabilidade é muito maior. Antes dividíamos as tarefas, dividíamos os momentos bons e os momentos difíceis. Tenho muita saudade do meu parceiro. O João Paulo era mais do que um irmão para mim. Na própria interpretação das músicas eu sinto diferença. Tanto é que, quando vou para o estúdio, gravar um CD, procuro fazer uma segunda voz com bastante ênfase.
JV – Qual a lição que a perda de seu companheiro de dupla João Paulo lhe trouxe?
Daniel - São muitas as lições que aprendemos quando perdemos uma pessoa tão querida, mas a principal é que não podemos perder a oportunidade de dizer às pessoas o quanto gostamos dela. Acho que faltou isso entre eu e o João Paulo. Éramos muito amigos, como já disse, mais do que irmãos. Amigos inseparáveis, mas nunca nos preocupamos em dizer um para o outro o quanto nos gostávamos ou o quanto era bonita a nossa amizade. Simplesmente tocávamos nossa vida. Então, acho que faltou isso. Faltou eu chegar para ele e dizer o quanto eu gostava dele. Mas, se faltou a palavra, o carinho era comprovado a cada gesto nosso. Era uma amizade muito bonita, com respeito um pelo outro, o que era mais importante.
JV - Você é um artista consagrado. Como vê o assédio dos fãs e da imprensa?
Daniel - É algo natural, resultado de um trabalho de mais de 20 anos voltado para os fãs e amigos da imprensa. É natural que eles tenham esse carinho, aliás, eu não chamaria isso de assédio e sim de carinho, que é recíproco, porque procuro tratar a todos da melhor forma possível, dentro das possibilidades, pois às vezes os compromissos não nos permite dar a atenção merecida a eles.
JV - Por ser uma pessoa pública você se preocupa com as causas sociais, até mesmo para dar um exemplo à sociedade. O projeto Daniel Futebol Clube tem cinco anos. Como se deu a idéia de elaborar esse projeto social?
Daniel - Bem, nós participávamos de jogos festivos nos finais de ano, com o Só Pra Contrariar, com o Leonardo, entre outros. Um dia eu e o Hamilton resolvemos fazer uma partida beneficente em Marília, interior de São Paulo. Formamos uma equipe com amigos de Brotas e de Botucatu. A experiência foi tão boa que decidimos criar o Daniel FC. Hoje, já são mais de 94 jogos, com 503 Entidades beneficiadas, R$ 2.171.000,00 arrecadados em bilheterias, 1850 toneladas de alimentos arrecadados, 6 mil cobertores e 500 bolsas de sangue. Toda a arrecadação fica para as entidades da cidade onde fazemos o jogo. Nós não cobramos nenhum tipo de cachê.
JV - Ainda falando sobre projetos sociais, qual o seu envolvimento com a cidade de São Vicente? Como surgiu a oportunidade de contribuir para o Fundo Social de Solidariedade de São Vicente?
Daniel - Surgiu em um show que fiz na cidade no reveillon, e sempre ao final dos shows eu jogo rosas para o público. Nesta ocasião, como se tratava de reveillon e havia um grande público de mais de 100 mil pessoas assistindo ao show, eu me empolguei, tirei a jaqueta que estava usando durante o show e fiz menção de jogar para o público. De repente surgiu a idéia de ao invés de jogar, doar para a primeira-dama e para o Fundo Social de Solidariedade. E como todos sabem, foi realizado um leilão, que arrecadou R$ 60 mil e foi construído um hospital denominado São Camillo em homenagem ao meu sobrenome. Além disso, tenho grandes amigos na cidade, inclusive as próprias autoridades do município. Voltamos a fazer o último reveillon em São Vicente e, recentemente, levamos o projeto Daniel Futebol Clube à cidade, colaborando com o CROI. Enfim, São Vicente é uma das cidades que estão no meu coração.
Divina Música!

Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
e do Amor.
Sonho do coração humano,
fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
e desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
e dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
e a ouvir com os corações.

 

Alex cohen 1

O cantor Alex Cohen mesclou competência, sorte e ousadia para sair dos bares cariocas e lançar seu primeiro disco por uma grande gravadora, a Universal.

Alex Cohen sempre recebeu incentivo do pai para seguir a carrira artistica. Aos seis anos de idade, ele ganhou de de seu pai a primeira guitarra.

No início não se interessou muito guardando o instrumento no armário. Mais tarde, como todo garoto, morador de Copacabana, no Rio de Janeiro, interessou-se pelo surfe. Mas foi uma fase rápida da sua vida.

Desiludido com o surfe, que na época, era ligado à rebeldia, voltou-se para a música. Tirou do armário, não a sua guitarra nova, mas uma guitarra do pai, que guardava como recordação dos tempos em que também tocava, e resolveu lixá-la.

Seu pai, percebendo o interesse do filho, comprou para ele um livro de acordes com todas as músicas de Roberto Carlos e o ensinou a ler as notas musicais. Assim ficou fã incondicional do Rei.

Aos poucos, Alex descobriu que poderia ir mais longe. Começou a tocar piano de ouvido e descobriu o teclado - instrumento que até hoje, junto com sua guitarra, o acompanha.

Alex fez seis meses de aulas de canto, passou a compor. A partir daí, passou a dedicar-se integralmente ao seu grande sonho: a música.

Em outubro de 2001, Alex fez seu primeiro grande empreendimento. Alugou o Garden Hall na Barra da Tijuca e fez um show que contou com o apoio de Aloysio Legey na direção artística, Paulo Henrique Castanheiras na produção musical e Césio Lima na direção de fotografia.

Em janeiro de 2002, mais coragem. Alugou o Canecão para se apresentar. Além dos companheiros do trabalho anterior, chamou Mauro Monteiro para fazer o cenário e Chiquinho Spinoza para criar o figurino.

E foi assim, fazendo shows e investindo cada dinheiro ganho, que Alex foi descoberto pelo diretor artístico da Universal, Max Pierre.

pós anos tocando na noite do Rio – primeiro em bares de Copacabana, onde ganhava apenas o dinheiro do transporte, e depois em restaurantes do shopping Downtown, da Barra, onde conquistou boa parte de seu público. Sua ousadia mostra que o cantor não desiste dos seus sonhos assim tão facilmente.

Quem já acompanhou os shows do cantor pôde perceber também que em determinado momento Alex vira comediante e passa a interagir com o público de uma forma incrível, fazendo as pessoas para rir com seus personagens.

Com perfeição, Alex imita George Michael e Elton John, cantando "Don't Let The Sun Go Down on Me", e satiriza os artistas que se atrapalham na hora de cantar. A principal "homenageada" é a Alcione.

E foi dos shows que nasceu seu primeiro trabalho profissional intitulado Alex Cohen ao Vivo. O CD tem composições próprias como Descobri Que Te Amo, Sou teu Refém, Um pro Outro e Essência do Prazer, que falam de amor.

Como não podia faltar uma homenagem ao ídolo de sempre, ele também gravou do Rei "Falando Sério", "Um Jeito Estúpido de Te Amar", "Outra Vez".

No repertório incluiu grandes sucessos populares, como músicas de Guilherme Arantes, Fábio Jr e os sertanejos Bruno e Marrone, Leandro e Leonardo, entre outros.

A Luz Que Acende o Olhar
Deborah Blando



A luz que acende o olhar
Vem das estrelas no meu coração,
Vem de uma força que me fez assim,
Vem das palavras,lembranças e flores regadas em mim.

O tempo pode mudar,
A chuva lava o que já passou,
Resta somente o que eu já vivi,
Resta somente o que ainda sou.

A luz que acende o olhar
Vem pelos cantos da imaginação,
Vem por caminhos que eu nunca passei
Como se a vida soubesse de sonhos que eu nunca sonhei.

Vem do infinito, da estrela cadente,
Do espelho da alma,
Dos filhos da gente,
De algum lugar
Só pra iluminar.

A força vem de onde eu venho,
De tudo que acende e a vida calada
Me olha, e entende o que eu sou,
Tudo o que é maior
Vem do amor, vem do amor.

A luz que acende o olhar
Vem dos romances que viram poesia,
Vem quando quer, se quiser, se vier,
Vem pra acender e mostrar o amor que a gente não via.

Vem como um passe de pura magia,
Como se eu visse e jurasse que há tempo já te conhecia.

Vem do infinito, da estrela cadente,do espelho da alma,
Dos filhos da gente,de algum lugar só pra iluminar.
A força vem de onde eu venho,
De tudo que acende e a vida calada,
Me olha e entende o que eu sou,
Tudo que é maior,vem da luz que acende o olhar,
Vem das histórias que me adormeciam,
Vem do que a gente não consegue ver,
Vem e me acalma, me traz e me leva pra perto de você...
E me leva, mais pra perto de você.

 Delírios de amor- Alexandre Pires

Sábado, 21 Agosto 2010 às 20:52 por Mariana Santana
Delírios de amor
Alexandre Pires
Composição: Gilmar Batista

Me lembro o dia que eu cheguei
Naquela festa te encontrei
Você me olhou e eu pisquei
Nascia um amor sem fim
Aquele momento te fez
Perder a sua timidez
E a brisa da manhã brindou
O início de um grande amor

Bastou a gente se tocar
Pros nossos corpos se acenderem
E no gozo da paixão
Mil vezes eu beijei você
A sua voz a murmurar
"meu bem, me mata de prazer"
Foi tão maravilhoso ver
Seu corpo se desfalecer

(Refrão)
Delírio de amor
Você provocou em mim
Seu gosto ficou
O seu cheiro está aqui
Não posso negar
Que eu continuo assim
Querendo te amar
Maluco por tí (2x)

Me lembro o dia que eu cheguei
Naquela festa te encontrei
Você me olhou e eu pisquei
Nascia um amor sem fim
Aquele momento te fez
Perder a sua timidez
A brisa da manhã brindou
O início de um grande amor

Bastou a gente se tocar
Pros nossos corpos se acenderem
E no gozo da paixão
Mil vezes eu beijei você
A sua voz a murmurar
"meu bem, me mata de prazer"
Foi tão maravilhoso ver
Seu corpo desfalecer

(Refrão)
Delírio de amor
Você provocou em mim
Seu gosto ficou
O seu cheiro está aqui
Não posso negar
Que eu continuo assim
Querendo te amar
Maluco por tí



  • Gil
    Gilberto Passos Gil Moreira, mais conhecido como Gilberto Gil (Salvador, 26 de junho de 1942) é um cantor e compositor brasileiro.
    Formado em administração de empresas, o primeiro emprego foi na Gessy Lever, em São Paulo. Iniciou a carreira como músico da bossa nova, mas logo começou a compor músicas que refletiam um novo foco de preocupação política e ativismo social, ao lado do parceiro Caetano Veloso. Foi a irmã de Caetano, a já reconhecida cantora Maria Bethânia, que lançou Gilberto Gil nacionalmente como compositor nos anos 60. Nos anos 70, Gil acrescentou elementos novos, da música africana e norte-americana, ao já vasto repertório, e continuou lançando álbuns como Realce e Refazenda. João Gilberto gravou a música Eu Vim Da Bahia, de Gil, no clássico LP João Gilberto.
    Em fins de 1968, Gil e Caetano Veloso, cuja importância no Brasil era, e é, de certa forma comparável à de John Lennon e Paul McCartney no mundo anglófono, foram presos pelo regime militar brasileiro instaurado após 1964 devido a supostas atividades subversivas, de que foram taxados. Depois da anistia, ambos exilaram-se por ocasião do governo militar em vigência no Brasil a partir de 1969 em Londres.
    Nos anos 70 iniciou uma turnê pelos Estados Unidos e gravou um álbum em inglês. De volta ao Brasil, em 1975 Gil grava Refazenda, um dos mais importantes trabalhos que, ao lado de Refavela, gravado após uma viagem ao continente africano, e Realce, formariam uma trilogia RE. Refavela traria a canção Sandra, onde, de forma metafórica, Gil falaria sobre a experiência de ter sido preso por porte de drogas durante um excursão ao sul do país e ter sido condenado à permanência em manicômio judiciário, ou conforme denominação eufemística, casa de custódia e tratamento, entretanto designada por Gil como hospício.
    Fechamento da trilogia, Realce causaria certa polêmica quando alguns considerariam a canção título como uma ode ao uso de cocaína, isto talvez explicitado pelos versos: realce, quanto mais purpurina melhor.
    Ao lado dos colegas Caetano Veloso e Gal Costa, lançou o disco Doces Bárbaros, do grupo batizado com o mesmo nome e idealizado por Maria Bethânia, que era um dos vocais da banda. O disco é considerado uma obra-prima; apesar disto, na época do lançamento (1976) foi duramente criticado. Doces Bárbaros foi tema de filme, DVD e enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira em 1994, com o enredo Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu, puxadores de trio elétrico no carnaval de Salvador, apresentaram-se na praia de Copacabana e para a Rainha da Inglaterra. O quarteto Doces Bárbaros era uma típica banda hippie dos anos 70.
    Inicialmente o disco seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as canções Esotérico, Chuckberry fields forever, São João Xangô Menino e O seu amor, todas gravações raras.
    Trabalhou com Jimmy Cliff com quem fez, em 1980, uma excursão, pouco depois de ter feito uma versão em português de No Woman, No Cry (em português, Não chores mais) sucesso de Bob Marley & The Wailers que foi um grande sucesso, trazendo a influência musical do reggae para o Brasil.
    Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Gil integrou o grupo seleto de intérpretes que viajou o país durante dois anos com o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais já apresentados, para uma platéia de mais de duzentas mil pessoas. Gil interpretou a canção Sobre todas as coisas composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e da saga da grande família austríaca proprietária do Grande Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.
    Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de Mágoa e Seca d´Água; é de Gil a autoria da composição de Chega de Mágoa. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.
    Dentre as inúmeras composições consagradas pelo próprio Gil e na voz de outros intérpretes, estão: Procissão, Estrela, Vamos Fugir, Aquele Abraço, A Paz, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Esperando na Janela, Domingo no Parque, Drão, No Woman no Cry, Só Chamei Porque te Amo, Não chores mais [Woman no cry], Andar com Fé, Se Eu Quiser Falar Com Deus, Divino maravilhoso, A linha e o linho, Com medo com Pedro, Objeto sim objeto não, Three Little Birds, Ela, Pela Internet, A Novidade, Morena, A Raça Humana, Palco, Realce, Divino maravilhoso, e outras.
    Compôs para dezenas de artistas, como Elis Regina, Simone Bittencourt de Oliveira, Maria Bethânia, Gal Costa, Zizi Possi, Daniela Mercury, Carla Visi e Ivete Sangalo.
    Continuou gravando, fazendo espetáculos e se envolvendo em várias causas sociais, e deliberadamente se elegeu vereador em Salvador, a cidade natal, eleição que vence no início dos anos 90. O álbum de 1993, Tropicália 2, com Caetano Veloso inclui o cover de uma música de Jimi Hendrix, Wait Until Tomorrow, e é considerado um dos melhores trabalhos desde o fim dos anos 60.
    Quando o presidente Luís Inácio Lula da Silva tomou posse em janeiro de 2003, nomeou Gilberto Gil para o cargo de Ministro da Cultura do Brasil, nomeação que originou severas críticas de personalidades como Paulo Autran e Marco Nanini em entrevistas ao jornal Folha de São Paulo.
    A primeira apresentação de Gilberto Gil em São Paulo ocorreu em 1965 quando cantou a música Iemanjá, no V Festival da Balança, festival universitário de música promovido pelo Diretório Acadêmico João Mendes Jr. da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie. O Festival organizado pelo estudante de Direito Manoel Poladian, que mais tarde viria se tornar produtor musical, foi gravado pela gravadora RCA, e trata-se da primeira gravação em disco de Gilberto Gil e também de Maria Bethânia que participou do Festival com a música Carcará, o primeiro grande sucesso radiofônico, que a tornou nacionalmente conhecida.
    Quando se realizou o III Festival de Música Popular Brasileira, produzido pela Rede Record, apareceram várias composições que tiveram enorme êxito junto ao público brasileiro e entre elas estavam Domingo no Parque, de Gilberto Gil e Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, que seriam o carro-chefe do tropicalismo, surgido "mais de uma preocupação entusiasmada pela discussão do novo do que propriamente como movimento organizado".
    o procedimento inicial do tropicalismo inseria-se na linha de modernidade: incorporava o caráter explosivo do momento às experiências culturais que vinham se processando; retrabalhava, além disso, as informações então vividas como necessidade, que passavam pelo filtro da importação. Este trabalho consistia em redescobrir e criticar a tradição, segundo a vivência do cosmopolitismo dos processos artísticos, e a sensibilidade pelas coisas do Brasil.
    O que chegava, seja por exigência de transformar as linguagens das diversas áreas artísticas, seja pela indústria cultural, foi acolhido e misturado à tradição musical brasileira. Assim, o tropicalismo definiu um projeto que elidia as dicotomias estéticas do momento, sem negar, no entanto, a posição privilegiada que a música popular ocupava na discussão das questões políticas e culturais. Com isto, o tropicalismo levou à área da música popular uma discussão que se colocava no mesmo nível da que já vinha ocorrendo em outras, principalmente o teatro, o cinema e a literatura. Entretanto, em função da mistura que realizou, com os elementos da indústria cultural e os materiais da tradição brasileira, deslocou tal discussão dos limites em que fora situada, nos termos da oposição entre arte participante e arte alienada. O tropicalismo elaborou uma nova linguagem da canção, exigindo que se reformulassem os critérios de sua apreciação, até então determinados pelo enfoque da crítica literária. Pode-se dizer que o tropicalismo realizou no Brasil a autonomia da canção, estabelecendo-a como um objeto enfim reconhecível como verdadeiramente artístico.
    Tropicália, canção de Caetano Veloso, é um autêntico exemplo da verdadeira revolução operada na estrutura letrista da canção popular e da necessidade de se reestudar então os critérios de avaliação e compreensão da nova linguagem utilizada.
    Em confronto com a Bossa Nova, o tropicalismo teve como preocupação principal os problemas sociais do país, aliada a uma ideologia libertadora, a um inconformismo diante da maneira de viver do povo brasileiro, o que gerou uma crescente onda de participação popular, em face dos agravantes problemas por que sofria a nação. Já a Bossa Nova quis mostrar uma nova concepção musical, calcada na versatilidade que a música brasileira oferece.
    Os responsáveis diretos pelo tropicalismo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Tom Zé, Rogério Duprat e outros, sem dúvida alguma, deram um salto a mais na modernização da música popular, buscando formas alternativas de composição e explorando uma concepção artística de mudança radical, dentro de um clima favorável. Foi impressionante sua importância nesse sentido, pois, sendo o último grande movimento realizado no país, deixou marcas que seriam cultivadas com o amadurecimento de seus próprios criadores e daqueles que seguiram sua linha de pensamento.
    Caetano Veloso e Gilberto Gil, líderes do tropicalismo, também estavam entre aqueles que tiveram cerceadas suas carreiras no Brasil, em seu período mais repressivo. Através de músicas de protesto e do próprio tropicalismo, lançaram a semente da conscientização e agitaram a opinião pública, sendo então enquadrados na lei de segurança nacional e expulsos do país. Seguiram para Londres, onde, segundo alguns fãs, viveram uma de suas melhores fases, no setor artístico. Compondo em inglês, conquistaram facilmente o público europeu; livres da influência da repressão, puderam deixar fluir em suas composições toda liberdade de expressão a que tinham direito. Somente retornariam ao solo pátrio, em 1972. Apresentando-se no programa Som Livre Exportação, declararam publicamente que continuariam trabalhando em prol da música popular brasileira.